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martes, 5 de junio de 2012

Park Güell: um sonho frustado!

park-guell
 
O Park Güell é um projeto frustado de Antoni Gaudì e do seu mecenas Conde Güell. A ideia dos dois era construir um condomínio, do tipo cidade-jardim, inspirado nos condomínios da Inglaterra, para os burgueses de Barcelona. Em 1899, Güell comprou o terreno e convidou Gaudì para tocar o projeto, que previa a construção de 60 casas. O projeto fracassou, pois os ricos da cidade achavam o lugar longe do centro e pouco urbanizado.

Em 1918, quando o conde Güell morreu, o empreendimento foi vendido para a prefeitura de Barcelona que decidiu fazer um parque.

Em 1900, Gaudì começou a trabalhar no park, cujas obras param em 1914, com a chegada da Primeira Guerra Mundial. No terreno localizado na parte alta da cidade, foram construídas as partes comuns do condomínio e as casa de Gaudì (salmão), de um advogado amigo de Güell (branca no alto) e a casa do sr. Güell (hoje uma escola).

Ao chegar no parque, o visitante é recebido por duas casas inspiradas no conto do irmãos Grinm, “Hansel e Gretel”, da casa de doces da bruxa. Estas duas casas estavam destinadas a administração do parque (menor com a cruz gaudiana) e a moradia do caseiro (maior com cogumelo). Na casa pequena tem uma lojinha e uma livraria e na grande, na planta baixa, entrada gratuita, tem informações sobre a obra do Gaudì, na parte de cima, paga, se vê o antigo quarto do caseiro. 



Na frente das casas, abre-se uma grande escada que leva para a sala hipóstila, conhecida, também, como a sala das cem colunas, mas só tem 86. Nesta escada tem 3 fontes, a segunda ornamentada com as cores da bandeira catalana, e a terceira com a salamandra, símbolo da alquimia, pois este bicho escapa inleso do fogo. 

salamandra


A sala das cem colunas foi ornamentada por Josep Maria Jujol, colaborador habitual de Gaudì. Está sala, sustentada por colunas, estava destinada a abrigar o mercado de frutas e verduras que, semanalmente, se instalaria no condomínio. A sala sustenta um teatro grego com bancos serpenteados e decorados com restos de cerâmica, formado o famoso trencadìs de Gaudì. Este espaço estava destinado às reuniões do condomínio. Os bancos são uma sinfonia de cores, azul, amarelo, verde, combinados com o branco, símbolo da pureza. É importante saber que tudo na obra de Gaudì tem significado, seja religioso, natural ou patriótico. 

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 Não deixe de caminhar pelos corredores feitos de pedras que circundam o parque. Eles tem formas interessantes e se pode fazer lindas fotos neles.

Para o lado direito, da entrada, está a Casa-Museu Gaudì, a entrada é 4,50 euros, onde ele viveu os últimos vinte anos da sua vida, tem móveis do Palau Güell e da Cases Calvet e objetos pessoais de Gaudì. 



No alto do Park Güell, no lado esquerdo, tem uma cruz de onde se tem uma linda vista da cidade. Neste lugar seria construída a igreja do condomínio.

Eu não queria falar, mas o Park Güell é um lugar imperdível, que tem que ser visitado sim ou sim. Lá de cima se tem uma linda vista da cidade, se vê o mar, a Sagrada Família e etc. Além do que, o Park Güel é considerado uma das obras mestras de Gaudì, que já tinha um estilo próprio bastante consolidado quando começou o projeto. Depois do fracasso da construção do condomínio, Gaudì passa a se dedicar 100% a Sagrada Família.

Como chegar até lá: ônibus linha 92, 31, 32, 74, 24. Metro L3 – parada Lesseps. Eu prefiro ir de ônibus, porque deixa mais perto do parque e se caminha menos que de metro. Leve um chapéu, pois lá tem muito sol, e água.


Por enquanto a entrada no Park é gratuita e fica aberto: Janeiro, Fevereiro, novembro e dezembro até às 18h,  Março e Outubro até às 19h, Abril e setembro até às 20h, de maio a agosto até às 21h. Abre sempre às 10h. A partir de outubro vai ser cobrado uma entrada de 5,00 para os turistas. 

O Park Güel faz parte do Tour Modernista que você pode fazer comigo!!!!
contatos para o tour: crisrosablu@gmail.com

jueves, 12 de abril de 2012

Uma bandeira, uma história!



Texto e Foto de Lutero Barbará

Uma lenda nos conta que durante uma batalha contra os mouros, no século IX, o líder catalão Giufré tombou ferido gravemente. Seu aliado Carlos II, neto de Carlos Magno, molhou seus dedos no ferimento de Giufré e tingiu seu escudo dourado com quatro listras de sangue, como quem pinta um quadro com sentimentos de desespero e fúria. O gesto simbólico varou os séculos rasgando o escudo do tempo e fazendo eco na eternidade. 

Quatro barras vermelhas sobre um fundo dourado e assim nascia um símbolo; a bandeira da Catalunha. É impossível que se saiba se foi exatamente assim que ocorreu, mas o surgimento de um estandarte raramente tem compromisso com a realidade dos fatos.

Os símbolos forjados pelo homem e para o homem não podem ser paridos na frieza de uma reunião ordinária, é no universo dos heróis míticos e das lendas românticas que a bandeira cria a sua força e justifica sua natureza que transcende o tempo.

Nas varandas e janelas de Barcelona podemos observar as listras do sangue de Giufré sobre o escudo dourado de Carlos II resistindo à sucessão dos dias e balançando ao sabor do vento. Elas estão ali, como uma lembrança que sua identidade persiste teimosa afrontando a ambição mesquinha dos opressores do passado, elas tremulam evocando o primitivo desejo humano de liberdade, o direito de expressar em sua própria língua os seus valores e a sua cultura. O que se pinta com sangue não se apaga com facilidade.



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A banderia da janela, com triângulo e estrela, é a independentista. 
A banderia oficial da Catalunha tem somente as listras amarelhas e vermelhas.   
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